How Dutch people got their bike paths:
6 de setembro de 2012
22 de agosto de 2012
keeping track
Fui de ferias... e ja voltei!
Para alguem que volta e meia esta por Portugal desta vez custou mesmo voltar...nao que alguma vez tenha sido facil, mas acho que ja nao estou habituada a periodos de ferias que se contam `as semanas :P
23 de julho de 2012
Coisa rara: 5 dias seguidos de sol na Holanda!
Este pais até é bonito quando está sol :)
Apesar
da minha disposição ter melhorado consideravelmente ainda me apetece partir a
cara aqueles holandeses que dizem que está muito calor...pelo amor da Santa: é
Julho, estão 25oC (pela primeira vez este mes) e uma brisinha agradável... não é o fim do mundo, seus queixinhas...
Uma coisa boa da privacao de sol é que ninguem olha para ti com ar estranho quando sugeres ter uma reuniao no exterior :)
20 de julho de 2012
Tao bem escrito e tao verdade...
"Estou no autocarro a caminho de casa dos meus pais. Até aqui apanhei um taxi, um metro, um comboio, um avião, outro taxi e agora este autocarro. Numa das paragens vejo um filho ser recebido com gritos pela família, o pai a esfregar-lhe a barriga, o irmão a gargalhar e a mãe com os braços muito abertos. Sei imediatamente que ele vem de longe, como eu, de uma distância que não se pode atravessar sempre que se quer, uma distância que nos impede de pertencer à rotina.
Lembro a minha primeira grande despedida, há quase 4 anos. No aeroporto, entre família e amigos, aguentei com um nó na garganta as lágrimas alheias e percebi que a felicidade está directamente ligada ao amor destas pessoas que a vida fez o favor de colocar ao meu lado, pessoas que me amam e ao mesmo tempo compreendem que tenho de ir.
Desde então já vivi muitos reencontros e muitas despedidas, já chorei em aeroportos ao deixar quem não queria ver partir, já fui só abraços e alegria, e já vivi a solidão de chegar a sítios onde ninguém me espera. Enquanto eu transito, estas pessoas aguardam na repetição dos dias que a minha chegada os torne um bocadinho mais cheios.
A caminho, penso no conforto estrutural e inabalável do quotidiano, que a minha ausência não faz colapsar. Um sítio-amor a que posso voltar sempre, e onde sinto que nunca fui embora. Estou constantemente em dívida, de arma em riste contra a ausência, e ainda assim falho, porque não consigo melhor.
Chego pelo mesmo caminho de sempre, de que conheço todas as curvas e cruzamentos. Adivinho o sorriso e o abraço apertado, abraço por todos os abraços que ficaram por dar hoje, esta semana, este mês. Antecipo o cheiro a jantar, o ruído da televisão na sala, os desenhos da toalha na mesa. Sei de cor como será a minha chegada, de tantas vezes que a vivi. Sei-a tão bem que me parece sempre a mesma, uma eterna chegada a uns braços abertos.
A saudade, que só se tem em ausência, é ainda assim um saco que nunca se esvazia, mesmo quando estamos juntos todos os dias, porque são dias contados. Nunca poderei devolver a quem amo os dias que lhes retirei. Posso só tentar que os que partilhamos sejam grandes. Posso só ser mais amor, tentar ser menos falha, e pedir com a humildade da minha pequenez que a vida me permita dar-lhes muito mais."
16 de julho de 2012
21 de junho de 2012
aaaahhhhh o Verao na Holanda!
Tenho de escrever um post sobre isto, mas agora tenho de ir a correr para casa antes que o ceu caia e os transportes publicos fquem todos lixados (nada diferente do Outono ou do inverno, portanto). Mais logo venho ca por uma foto da previsao pra primeira semana de verao que deixaria qualquer um a chorar :P
15 de junho de 2012
Engraçado, engraçado têm sido estes ultimos dias chegar a casa e ver futebol... Eu e ele sentadinhos no sofá (com o computador ligado e um zapping ocasional, mas mesmo assim), numa casa onde há dois anos que não se via um jogo de futebol. Sou uma sortuda e namoro com um homem que apesar de ter influências de 2 países onde futebol é o desporto rei não passa puto ao jogo*... Tirando nestas alturas...como eu :)
Quase que nem nos recomeço... e analisado racionalmente nem faz muito sentido, mas nós até vibramos com isto!
Para o jogo de Domingo quando lhe pergunto se apoia Portugal sai um "sim" meio entre dentes que não me convence muito... quer-me parecer que vai haver ali uma t-shit laranja camuflada...(win-win situation for some, nerve-racking for the other)
No meu caso, seja qual for o resultado, segunda-feira vai ser um dia engraçado no trabalho... vai, vai...
*agora ver Formula 1 ou GP na tv é outra coisa... :S
13 de junho de 2012
Junho é um mês complicado...
Junho divide o ano em dois e nesta altura eu começo a incorporar nos numeros o "meio"... 4 e meio, 5 e meio...29 e meio... um exercicio na fronteira do masoquismo, e que arredonda sempre para cima, mas necessário para uma adaptação mental ao passar do tempo...especialmente no que diz respeito aqueles quase 6 anos longe de casa...
Depois Junho é, ou deveria ser, o mês do Verão, com dias longos e luminosos, cheiro a sal, a sardinha, a cerejas e a manjerico e a promessa de meses quentes, escaldantes pela frente. Devia ser... mas não aqui... aqui estamos a meio do mês e estão 15 graus (ainda uso botas e casaco de inverno), e mesmo que os dias sejam efectivamente mais longos, não são necessariamente mais luminosos... são enublados, encobertos, é como viver numa nuvem de ópio que não deixa distinguir o passar do tempo: o céu é igual às 8 da manha, às 10, 12 14, 16.... por ai fora, privando-nos de provas que o dia avança, o sol se mexe no ceu, que a vida passa...
Junho é o mês em que esta sensaçao de "desadjustment", de que falta algo, que o ciclo não está completo se materialisa... Eu até aguento um Inverno longo se houver a recompensa de um Verão quente, justo! Já não espero sol ou calor em Março, nem Abril, mas Junho...mesmo aqui Junho devia trazer qualquer coisa mais.
É a junção destas ideias que mexe comigo...a realização do tempo que passsa, a sensação que falta qualquer coisa, e a conclusão que eu provavelmente me estou a esquecer como deveria ser...
Preciso tanto de um Verão que se está a tornar uma questão de sanidade mental....eu sei o quanto idealiso...o meu Portugal não é apenas um lugar no espaço é também no tempo... mas o meu corpo grita por dias de sol que queima... aquelas alturas em que se abre a porta e o ar quente nos enche e cansa e aquelas noites em que podemos sair de casa de calções e T-shirt... Penso sempre em ti Tania, que odeias o calor, mas estas coisas definem as minhas estações e ajustam o meu relógio interno... sem elas só me resta arredondar para cima...
Apesar de tudo gosto de Junho... Junho é um mês que traz coisas boas, como Março...
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